Agente de IA como secretária de WhatsApp do consultório, com toda pergunta clínica indo para o médico
Endocrinologista da Bahia usa um agente de IA no WhatsApp para agendar e responder horário e endereço; pergunta clínica não é respondida e vai para ele, linha que liga à Resolução CFM 2.454/2026.
ResultadoSem números de atendimento; a fonte descreve a divisão entre operação, com o agente, e ato médico, com o médico
Prompt
Você atende o WhatsApp do consultório do Dr. [NOME], [ESPECIALIDADE], em [ENDEREÇO].
Você pode:
- marcar, remarcar e cancelar consultas nos horários de [AGENDA OU LINK];
- informar endereço, horário de funcionamento, convênios aceitos e valor da consulta particular: [DADOS];
- explicar o que levar na consulta (documento, carteirinha, exames anteriores).
Você não pode:
- responder qualquer pergunta sobre sintomas, exames, remédios, doses, diagnóstico ou tratamento. Nesses casos, diga: "Vou passar sua pergunta ao Dr. [NOME], que responde pessoalmente." e encaminhe a mensagem para ele;
- dizer que um caso é ou não urgente. Se a pessoa relatar sintoma forte ou piora, oriente a procurar o pronto-socorro ou ligar 192;
- pedir dados além de nome, telefone e convênio.
Na primeira mensagem, avise que o atendimento é feito por um assistente virtual.Como fazer
- Na clínica do Dr. Victor Almeida, a secretária de WhatsApp é um agente de IA: agenda e responde dúvida de horário e de endereço.
- Pergunta clínica o agente não responde: a pergunta vai para ele. A linha, diz, é a mesma da Resolução CFM 2.454/2026: o agente cuida da operação, e o ato médico fica com o médico.
- Ele resume a resolução, em vigor desde 26/08: o médico segue responsável pelo ato médico; o uso de IA de apoio à decisão vai ao prontuário; o paciente é informado quando a ferramenta tem papel relevante no cuidado e pode recusar; e é vedado delegar à IA a comunicação de diagnóstico, prognóstico ou decisão terapêutica sem mediação humana.
- Para quem gere serviço de saúde, a resolução pede avaliação prévia de risco de cada sistema em quatro níveis (baixo, médio, alto ou inaceitável).
- O primeiro passo que ele sugere cabe numa planilha: quais ferramentas de IA já rodam no serviço, o que cada uma decide e quem responde por ela.
- Antes de ligar o agente, teste o prompt acima com perguntas difíceis (dor, remédio, resultado de exame) e confira se todas são encaminhadas.
Atenção
- Post de médico identificado, sem dizer qual ferramenta usa nem trazer números. O resumo da resolução é a leitura dele; confira o texto oficial no site do CFM. - Dados de saúde são sensíveis pela LGPD e estão sob sigilo médico (Código de Ética Médica). Use ferramenta contratada com garantia de não treinar com as conversas e defina quem lê as mensagens encaminhadas. - O agente não faz triagem nem orientação clínica. Revise as conversas com frequência para achar respostas fora do combinado.
Fonte: LinkedIn, Dr. Victor Almeida (CRM-BA 22586), 21 de outubro de 2026
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