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Trabalho e operações

Transformar o Código de Obras do município em regras que a IA usa para conferir o projeto

Em Palhoça (SC), a IA leu Plano Diretor e Código de Obras uma vez e converteu as exigências em scripts; o Claude Code passa a conferir o projeto calculando, sem reler a lei.

Ferramenta: Claude Code e Obsidian

ResultadoConsumo de tokens por análise caiu muito, segundo a autora

Prompt

Passo 1, uma vez por município. Anexe o PDF do Código de Obras e peça:

```
Leia o Código de Obras anexo de [MUNICÍPIO].
Extraia só as exigências que podem ser verificadas por número: áreas mínimas por cômodo, dimensões mínimas, vãos de iluminação e ventilação, pé-direito, recuos e taxas.
Devolva uma tabela com: cômodo ou elemento, parâmetro, valor mínimo ou máximo, unidade, artigo da lei e trecho literal do artigo.
Se um artigo for ambíguo ou depender de interpretação, coloque na lista "não automatizável" e não converta em número.
```

Passo 2, a cada projeto. Cole a tabela do passo 1 e o quadro de áreas do projeto:

```
Compare o quadro de áreas e as dimensões do projeto abaixo com a tabela de exigências.
Para cada item, diga: atende, não atende ou falta dado, com o artigo correspondente e a conta feita.
Não use nenhuma regra que não esteja na tabela.
Quadro do projeto: [COLE AQUI]
```

Como fazer

  1. A autora gastava cerca de 40 mil tokens por sessão só para a IA carregar a legislação municipal antes de analisar um projeto.
  2. Fez a IA processar as leis brutas uma única vez e guardar as exigências no Obsidian como dicionários e scripts Python.
  3. Na conferência, o Claude Code executa os cálculos sobre esses parâmetros em vez de ler a lei de novo.
  4. Para começar sem programar, use os dois prompts acima: a tabela do passo 1 faz o papel dos scripts.
  5. Próximo passo declarado por ela, ainda não feito: puxar zoneamento e APP do QGIS pelo KMZ do terreno e a geometria direto do Revit.

Atenção

- Pelo resultado de busca, a autora é estudante de Arquitetura e Urbanismo e auxiliar de projetos em Palhoça. O perfil não abriu (o LinkedIn bloqueou), então cargo e formação não foram conferidos. - Não há medição de acerto além do relato de que o consumo de tokens despencou. A parte de BIM e GIS ainda é plano. - Confira a tabela extraída contra o texto da lei antes de usar: a IA pode errar número, unidade ou artigo, e leis municipais mudam. - A conferência automática não substitui a análise da prefeitura nem a sua. Responsabilidade técnica e RRT são do arquiteto. O CAU/BR discutiu IA e ética em 2026 com foco em autoria e no arquiteto como quem decide no fim (https://caubr.gov.br/cau-br-debate-o-futuro-da-pratica-profissional-inteligencia-artificial-e-etica/), e o Guia de Boas Práticas em IA do CAU/SP, de agosto de 2026, pede validar toda recomendação da IA e documentar como ela foi usada (https://causp.gov.br/wp-content/uploads/2026/08/CTIC_Guia_IA_final_ago26.pdf). Não achei resolução do CAU/BR específica sobre IA.

Fonte: LinkedIn, 2 de maio de 2026

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