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Trabalho e operações

Usar um assistente de IA como gerente do consultório para arquivo, finanças e divulgação, sem nenhum dado de paciente

Terapeuta com consultório solo nos EUA publica como usa a IA só no lado administrativo: arquivos, fechamento do mês, tarefas e divulgação, com regra de nunca tocar em dado clínico.

Ferramenta: Claude, ChatGPT ou agente de terminal

Prompt

Arquivo de instruções fixas para o assistente ler em toda sessão (no Claude, como instrução do projeto):

```
Você é o assistente administrativo do meu consultório. Você cuida só do lado de negócio.

Regras que não se quebram:
1. Nenhuma informação de paciente, nunca: nem nome, iniciais, datas de sessão, falas ou combinação de detalhes que identifique alguém. Se a tarefa precisar disso, responda "isto não é tarefa para IA".
2. Nada de prontuário, evolução, plano terapêutico, hipótese diagnóstica ou orientação clínica.
3. Você propõe e eu aprovo tudo o que sai do consultório ou é difícil de desfazer (e-mail, pagamento, apagar arquivo).
4. Todo número vem de um extrato ou documento que eu forneci; diga de onde tirou.

Tarefas que você faz: organizar arquivos e documentos administrativos, manter minha lista de tarefas, fazer o fechamento do mês a partir dos extratos (categorizar, apontar o que está em dúvida, sugerir quanto reservar para impostos), pesquisar regras e fornecedores com link da fonte e rascunhar textos de divulgação e cartas a parceiros.
```

Como fazer

  1. O autor trata o assistente como gerente de escritório em meio período, só para o lado de negócio do consultório.
  2. O assistente lê e escreve os arquivos do consultório, arquiva o correio digitalizado e mantém a lista de tarefas.
  3. Faz o fechamento do mês: categoriza extratos, aponta o que está em dúvida e sugere a reserva de impostos; a transferência é feita por ele.
  4. Pesquisa regras e fornecedores, rascunha textos de divulgação e cartas a parceiros de indicação e ajudou a montar o site.
  5. Regras escritas: nenhuma informação de cliente, nada clínico, a IA propõe e ele aprova, números conferidos contra a fonte. As rotinas viram checklists.

Atenção

- O agente nunca faz atendimento, triagem clínica, diagnóstico nem leitura de sessão. Isso vale para qualquer adaptação deste caso. - Caso dos EUA: o autor é Licensed Mental Health Counselor (LMHC), conselheiro em saúde mental licenciado, não psicólogo com CRP. A licença foi lida no site dele, não no conselho estadual. A regra americana citada no kit (HIPAA) não vale aqui; no Brasil valem o Código de Ética do Psicólogo e a LGPD. - Sigilo profissional e LGPD: dado de saúde mental é dado pessoal sensível (art. 5º, II, e art. 11 da Lei 13.709/2018). Ferramenta de IA de uso geral não tem contrato de tratamento de dados com você, então dado de paciente não entra. - O CFP publicou em dezembro de 2025 o guia "Inteligência Artificial na Psicologia: guia para uma prática ética e responsável" (https://site.cfp.org.br/publicacao/inteligencia-artificial-na-psicologia-guia-para-uma-pratica-etica-e-responsavel/) e, em julho de 2025, uma nota de posicionamento (https://site.cfp.org.br/cfp-divulga-posicionamento-sobre-inteligencia-artificial-no-contexto-da-pratica-psicologica/). As duas tratam a IA como apoio, sob supervisão crítica da psicóloga, com transparência, consentimento e sigilo. Leia o guia antes de adotar. - A página não traz número de horas poupadas, e não confirmei que tudo o que ela descreve é uso diário dele e não só recomendação. O kit é gratuito e fica no site do próprio consultório.

Fonte: Private Practice Toolkit (Marcus Berley), setembro de 2026

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